A047 - Gestão de Embalagens

Gestão de embalagens e otimização de estoques

Embora seja de fundamental importância para o mercado de consumo, a embalagem ainda não recebe a devida atenção de muitas empresas, que não entendem o papel estratégico que ela desempenha dentro do sistema logístico em um cenário competitivo.

A embalagem é um item que afeta todas as atividades logísticas, alcançando o conjunto de operações, materiais e equipamentos que irão acondicionar, proteger, conservar, armazenar e transportar os produtos até que cheguem ao consumidor final. Dessa forma, através de uma boa gestão de embalagens é possível alcançar redução de custos, de tempo na entrega final do produto, redução de perdas e até um aumento do nível de serviço ao cliente.

Além disso, a embalagem é um objeto que cada vez mais procura atender a questões ambientais, compreendendo um conjunto de ações entre empresas e consumidores para o seu descarte consciente através da logística reversa. No Brasil, 38,5% da produção de embalagens celulósicas são recicladas anualmente, fazendo com que o país ocupe o 9º lugar no ranking dos países que reciclam papel.

 

Embalagem e armazenamento

No que se refere a armazenamento, a embalagem deve reunir quatro competências essenciais: o marketing, o design, a logística e o meio ambiente. Isso significa que ela deve satisfazer a todos os componentes da cadeia de suprimentos, atendendo das necessidades de comunicação à logística, passando pela manutenção de um visual atraente e sendo produzida de maneira a respeitar o meio ambiente. Sua função é atuar como um recipiente protetor, de agrupamento e de facilitador no transporte e no armazenamento.

 

Em logística, os tipos de embalagem mais aplicados são aquelas voltadas para o consumidor, também conhecidas como embalagens de marketing ou primárias; as embalagens industriais, chamadas de embalagens de logística ou secundárias; as embalagens de convenção, utilizadas para acomodar os produtos; as embalagens facilitadoras e as de Quinto Nível. Assim, elas estão divididas em cinco categorias:

 

Embalagens primárias: São as que envolvem diretamente o produto, que podem ser tocadas pelo consumidor e que trazem as informações sobre o item;

 

Embalagens secundárias: São as que protegem as embalagens primárias, utilizadas para o transporte e manipulação manual. São maiores e compactam alguns produtos, como engradados de bebidas;

 

Embalagens terciárias: São, basicamente, as caixas utilizadas para estocagem e transporte, geralmente feitas de papelão, madeira ou plástico;

 

Embalagens quaternárias: São as embalagens que servem para facilitar a movimentação da mercadoria, como os paletes.

 

Embalagens de quinto nível: São as embalagens especiais, utilizadas para transporte de longa distância, como os contêineres.

 

Prevenção contra avarias

Além de informar a natureza e as especificações de cada produto, as embalagens também têm a função de protegê-los contra avarias, facilitar sua movimentação e reduzir os espaços ocupados no estoque.

 

Durante a movimentação de materiais, seja dentro do armazém ou durante o transporte, é o momento em que a embalagem sofre os maiores impactos.  É neste momento em que a falta de um planejamento adequado apresenta seus maiores efeitos negativos, uma vez que os danos causados à embalagem primária ou ao próprio produto pode levar a um alto número de perdas e a um aumento de custos decorrente destas perdas.

 

Uma gestão inadequada de embalagens também leva a transtornos como a impossibilidade de padronização dos métodos e equipamentos de movimentação, que reduzem a eficiência na mesma medida em que aumentam a necessidade por mão-de-obra.

 

Tipos mais comuns de materiais

Os materiais utilizados para acomodar as mercadorias podem ser de diversos tipos. Para cada tipo de produto, uma espécie diferente de material será utilizada em sua embalagem. Além da proteção, essas embalagens também têm como objetivo a compactação, possibilitando com que as caixas sejam empilhadas em um mesmo local e permitindo um melhor aproveitamento do espaço físico, tanto no armazém quanto no modal de transporte.

 

Vejamos como esses materiais são utilizados:

Papelão: Este é o material mais utilizado nas operações logísticas, tendo como principal característica a proteção do conteúdo contra choques e a possibilidade de empilhamento da mercadoria em caixas.

 

Plástico: Plásticos como o isopor, o plástico bolha e o plástico resinite são utilizados para forrar os produtos, com o objetivo de protegê-los durante o transporte e empilhamento.

 

Contêineres: Como mencionado acima, os contêineres são as embalagens mais utilizadas no transporte de longa distância. Além disso, seu modelo de ferro e aço também é usado como uma extensão do depósito. Outros modelos podem servir como reefers (contêineres refrigerados).

 

Perfect Fit

Um documento criado pela Flexible Package Europe (FPE) chamado de Perfect Fit, “combinação perfeita”, chama a atenção para as vantagens e benefícios da utilização de embalagens flexíveis. O objetivo dessas embalagens é o de fornecer o acondicionamento mínimo e ideal ao produto, para que ele seja armazenado e transportado de maneira segura.

 

Além de serem embalagens sustentáveis, já que possuem menos componentes plásticos, e oferecem possibilidades mais práticas de reciclagem, as embalagens flexíveis também servem para se adaptar às dimensões dos produtos, sendo personalizáveis. Dessa forma, essas embalagens oferecem vantagens ao processo de transporte e armazenamento, podendo ser entregues e acomodadas em maiores quantidades, reduzindo custos e trazendo maior eficiência para a gestão de estoque.

Independente de qual seja a atividade logística a ser executada, entender a importância da utilização adequada das embalagens certamente irá melhorar o planejamento elaborado pelos gestores da empresa e garantir maior eficiência na otimização de seus estoques.

 

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