A035 - Logística Reversa

Logística reversa de produtos: redução do impacto ambiental

A logística reversa, também chamada de logística inversa, compreende “um conjunto de ações, estratégias e métodos para viabilizar a coleta e a restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial, para reaproveitamento ou destinação correta dos resíduos”. Ou seja, enquanto a logística convencional consiste em procedimentos para produzir, transportar e entregar os produtos aos clientes, a logística reversa se baseia em estratégias e ações para recolher, descartar ou reutilizar estes produtos de forma eficiente, barata e sem causar danos ao meio ambiente.

No Brasil, este sistema foi proposto com a publicação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), estabelecida pela Lei nº 12.305 em agosto de 2010 e implementada a partir de 2014. Entre suas definições, a principal delas é a que determina um acordo setorial entre fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes quanto à responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos. Esta responsabilidade envolve tanto as empresas privadas, responsáveis pela retirada dos produtos, quanto os órgãos públicos, que se responsabilizam pela criação de mecanismos de conscientização e educação dos consumidores.

Para ficar mais claro, pode-se resumir a logística reversa em três etapas básicas:

  1. O consumidor devolve o produto ou embalagem ao comerciante ou distribuidor;
  2. O comerciante ou distribuidor faz o envio para o fabricante ou importador;
  3. O fabricante ou o importador então encaminha o produto para o reuso, a reciclagem ou o descarte adequado.

Dependendo do setor em que atuem, a implementação de uma política de logística reversa é obrigatória para empresas. São aquelas que lidam com os seguintes produtos:

  • Agrotóxicos;
  • Pilhas e baterias;
  • Pneus;
  • Óleos lubrificantes, seus resíduos e embalagens;
  • Lâmpadas fluorescentes, de vapor de sódio e mercúrio e de luz mista;
  • Eletroeletrônicos e seus componentes.

 

Aplicando a logística reversa na empresa

O primeiro passo é incentivar os clientes a utilizarem os pontos de descarte, em que os produtos ou resíduos devem estar reunidos em um único local, para que a coleta seja otimizada.

Em seguida, o fabricante pode incluir o ponto de coleta na mesma rota em que é feita a entrega, de forma com que os caminhões que retornem para o depósito possam fazer o recolhimento do material descartado, otimizando todo o processo.

Também é desejável que a empresa promova campanhas incentivando os usuários a fazerem o uso criativo dos produtos. No caso de pneus, por exemplo, pode-se estimular sua utilização em hortas caseiras, balanço de praças e até como camas artesanais para gatos e cachorros.

 

Companhias que empregam a logística reversa

De acordo com o blog da empresa ContaAzul, grandes empresas já implementam a logística reversa. Eis alguns exemplos:

  • A Bridgestone destina fragmentos de pneus usados para finalidades como a substituição da brita em obras;
  • A AmBev produz algumas garrafas do seu Guaraná Antárctica com PET reciclado de outras embalagens;
  • A construtora WTorre já reutilizou entulhos de obras em novos projetos;
  • Apple, HP, Philips, Samsung e Dell mantêm postos de coleta de equipamentos.

Para uma boa aplicação da logística reversa, é importante que tanto o fabricante quanto as companhias envolvidas tenham uma visão global da cadeia de suprimentos. Implementando esta estratégia, as empresas contribuem para que novos produtos sejam gerados a partir de lixo que seria descartado, reduzindo, assim, o impacto ambiental.

 

Fontes: Texaco, ContaAzul, Ministério do Meio Ambiente


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