A045 - Tendências Preservação Ambiental

Tendências de tecnologia de caminhões para preservar o meio ambiente

Nos dias de hoje, cada vez mais as empresas buscam implementar projetos sustentáveis em seus negócios como forma de manter um compromisso socioambiental e garantir um diferencial no mercado. As constantes evoluções do mundo tecnológico vêm possibilitando avanços significativos na área de transportes, principalmente no que diz respeito à tecnologia para caminhões, veículos que estão entre os principais inimigos da qualidade do ar.

 

Como forma de reduzir os danos ao meio ambiente, soluções que visam diminuir a emissão de poluentes, aprimorar a eficiência dos motores e utilizar combustíveis mais limpos estão entre as principais tendências do setor. Conheça as principais:

 

Sistema de Redução Catalítica Seletiva (SCR)

A preocupação com o meio ambiente deu origem à regulamentação de controle de emissões de poluentes por veículos automotores, o Euro V, conhecido no Brasil como Proconve P7. Dessa forma, surgiram os motores que operam com a tecnologia SCR (Selective Catalytic Reduction), que consiste em um sistema de pós-tratamento de gases de escape, capaz de melhorar o desempenho do veículo e reduzir a emissão de gases poluentes.

Recirculação de Gases da Exaustão (EGR)

Outra tecnologia adotada pelas montadoras são os motores com tecnologia EGR (Exhaust Gas Recirculation), que busca reduzir a temperatura interna de câmara de combustão, a fim de reduzir as emissões de gases. Para isso, o sistema promove a recirculação de parte dos gases de escape, diminuindo o calor e permitindo que a formação de óxido de nitrogênio atinja níveis adequados. É mais utilizadas em veículos menores como caminhonetes e pick-ups.

Diesel S-10

A fórmula do diesel tem sido alterada para produzir um combustível cada vez mais limpo. Exemplo disso é o diesel S-10, que entrou em cena em 2013 com o objetivo de garantir maior economia de combustível e provocar menos poluição, operando em conjunto com as tecnologias SCR e EGR. As novas características do combustível permitem a redução da quantidade do óxido de nitrogênio em até 98% e de óxido de enxofre e de outros materiais particulados em até 80%, diminuindo as agressões ao meio ambiente.

 

Biodiesel

Sendo um biocombustível renovável, o biodiesel reduz significativamente a emissão de gases poluidores e vem se mostrando como a principal solução para os males provocados pelo diesel, combustível derivado do petróleo.

A diferença entre o biodiesel e o diesel é que o biodiesel pode ser produzido com diferentes espécies vegetais, como o óleo de soja – matéria-prima responsável por 75% da produção do combustível no Brasil –, sendo considerado uma alternativa de queima limpa.

Atualmente, o diesel comercializado nos postos de combustíveis no Brasil contém 8% de biodiesel em sua composição e a meta é que a mistura seja ampliada para 10% até 2019.

 

Caminhão elétrico

A produção de caminhões elétricos é a tendência que promete revolucionar o mercado de transportes, principalmente devido à emissão quase zero de poluentes na atmosfera. Em 2017, a Tesla apresentou seu primeiro caminhão elétrico, já encomendado por empresas como Walmart e DHL, cuja primeira entrega de carga foi realizada este ano.

 

Algumas cidades na Europa já discutem o aumento de restrições aos veículos a combustão, com o objetivo de incentivar o uso dos veículos elétricos. O grande desafio será ultrapassar barreiras tecnológicas e econômicas para garantir a viabilidade da mobilidade elétrica. Isso porque os caminhões movidos a bateria custam o dobro dos modelos convencionais, com as baterias em si representando 50% do valor do veículo.

Por enquanto, os caminhões elétricos ainda são uma realidade distante mesmo para empresas mais ricas, que preferem apostar em veículos híbridos.

Gás Natural Veicular (GNV)

Segundo estudo realizado pela Iveco este ano na Europa, o GNV pode ser uma alternativa mais viável, a médio prazo, para substituir o diesel do que a eletrificação dos veículos. Ainda que caminhões movidos a gás natural veicular ainda não sejam comercializados de forma expressiva no Brasil, sua massificação ajudaria na redução de emissão de poluentes, uma vez que os produtos resultantes da combustão do GNV são isentos de óxido de enxofre e partículas de fuligem e causam menos impacto ambiental.

Vale lembrar que a Iveco foi a mesma empresa que apresentou o primeiro caminhão elétrico brasileiro, em 2009, e ainda não conseguiu viabilizá-lo.

 

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